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quinta-feira, 8 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
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Pensamentos
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Carlos Muniz

Montes Claros: Cidade da Arte e da Cultura?
Uma conversa com um dos maiores artistas da nossa terra: Carlos Muniz
Por Victor Tolentino e Neto Rodriguez
As 11:30 da manha do dia 09 de Junho, fomos recebidos em seu consultório pelo artista Carlos Muniz, que além de artista é cirurgião plástico, profissões essas que ele concilia muito bem, pois como ele mesmo nos diz uma ajuda a outra, e que ele trabalha com o maior carinho do mundo. Em uma conversa franca, descontraída e sincera abordamos diversos assuntos relacionados a carreira do artista e sobre as artes em nossa cidade. Carlos Muniz, começou a pintar nos inicio dos anos de 1970 e como ele mesmo diz: “Logo no inicio dos anos 70 eu tive uma influencia muito grande de um primo que eu tinha, ele faleceu já tem alguns anos, Zé Carlos, que fazia um trabalho bastante acadêmico de pintura, entre paisagens figuras humanas, e retratava cidade em todos seus aspectos para vender, ele trabalhava com as pessoas, fazia esses trabalhos e vendia, paralelamente freqüentando o atelier dele, todos os dias após as aulas eu passava lá, com isso fui pegando gosto pela pintura, o incentivo maior mesmo foi o Zé Carlos, José Carlos Lima.” Perguntado sobre qual é seu estilo de pintura atualmente, Carlinhos Muniz, como é conhecido pela grande maioria nos fala que: “Eu pinto o geométrico abstrato, que é dentro de uma pintura geométrica, dentro de vários estilos de pintura (...)” ele nos relata, que: “(...) quando eu comecei a pintar, eu fazia vários estilos não tinha definido um estilo certo(...)” e notou que suas pinturas já havia um pouco do geométrico, talvez até pela sua organização, e que com isso passou a pesquisar mais sobre os movimentos de arte mundiais, quais eram os principais movimentos, os mais interessantes até chegar em Mondrian, que na época de 1908 “(...) já fazia um estilo geométrico definido, eu ficava impressionado, com aquele estilo dele, comecei a estudar sobre os movimentos geométricos mundiais até chegar no Brasil. E comecei fazer pesquisa e fui afundo, fui percebendo que era um estilo igual todos outros, igual os impressionistas (...) e foi através desse movimento, que fui traçando meu projeto (...) fui criando meu estilo dentro desse movimento que já tinha.”
Pegando um citação do artista Rubem Valentim que disse: "A arte é tanto uma arma poética para lutar contra a violência, como um exercício de liberdade contra forças repressivas", perguntamos a Carlos como ele vê essa citação nos dias hoje: “(...) eu acho que essas propostas, a gente expressar, o importante é você expressar seu sentimento dentro de uma linha, no meu caso contemporânea, e você instigar o público, você fala, olha: meu trabalho assim, eu quero fazer isso, é, dentro dessa linha contemporânea você tem que procurar, é, mostrar de uma maneira diferente o seu sentimento, ai você mostra dentro de uma situação política e econômica do país, todas as repressões, todos os movimentos que tem dentro de questionamento, e através da arte (...), quando a pessoa vê o trabalho ele vê que tem toda uma seqüência uma serie, de um projeto político, um projeto social, (...)”
Observando a trajetória de Carlos Muniz vemos que o mesmo já realizou varias exposições em nosso país e no exterior “(...) agora mesmo, eu estou com uma exposição que eu vou fazer na Suíça, foi o berço da arte geométrica, então sou eu e outro artista, o Dolino, vamos fazer uma grande uma grande exposição na Suíça representado o Brasil, isso é pelo governo brasileiro (...).” Vemos que a maioria dos seus trabalhos se encontra fora da nossa região de nossa cidade. Indagado sobre esse assunto Carlinhos fala de forma bastante sincera que, ele não vê uma desvalorização da arte em nossa cidade ele diz: “Eu acho que tudo depende da cultura local, as pessoas, quanto maior a cidade, mais elas tem uma sofisticação do seu gosto, do que você faz. Se você está numa cidade menor, o seu estilo tem uma predominância de um estilo mais tranqüilo, ah, pelo fato de você está numa linha mais contemporânea, quanto mais contemporâneo for a cidade, maior é a cidade, maior é a aceitação do seu trabalho. Um trabalho meu que tem aceitação em Montes Claros é de um jeito, no Rio e São Paulo é outro e em Nova Iorque é outro, então quanto maior a cidade, mais sofisticada, mais a tendência você consegue colocar no seu trabalho. Então veja bem, nesse trabalho meu que é uma linha mais atual, as pessoas aqui não tem muita aceitação, porque não bate muito com elas, elas preferem paisagens, elas preferem um estilo de pintura que bate com a decoração da casa, (...), então as pessoas as vezes não entendem muito isso, não absorvem muito essa proposta minha, e nos grandes centros absorvem com mais intensidade, porque o numero de pessoas envolvidas com arte contemporânea é muito maior, (...).” Notamos que a cidade de Montes Claros não tem uma aceitação muito grande da arte contemporânea, devemos isso em parte aos governos que nossa cidade teve, pois apesar de se dizer que Montes Claros é a cidade da Arte e da Cultura, pouco se valoriza as artes e os nosso artistas regionais, tanto que nossa cidade não dispõe de um espaço grande para exposições de arte itinerantes e permanentes e nem de um teatro digno para uma cidade com 363.227 habitantes, segundo estatísticas do IBGE em 2009. Partindo dessa premissa, Carlos Muniz se lançou candidato a vereador nas eleições de 2008, “(...) eu tinha propostas como candidato a vereador de ficar com projetos na câmara, extremamente interessantes, um deles, era exatamente fazer um grande centro cultural onde que é a Estação Ferroviária do Brasil, ali na Avenida Ouvidio de Abreu, e transformar ali num centro cultural com espaços pra música, espaço pra exposições, espaço pra teatro, lutar pra ser um grande espaço cultural, (...), fazer outros projetos, levar a arte, sair levar a todos os bairros da cidade, alguns eventos, algumas exposições itinerantes (...).”
Finalizando nossa conversa, digo a Carlinhos que o artista Dolino, disse certa vez que Carlos Muniz é um dos 40 maiores artistas brasileiros o que é para ele “é um prazer muito grande, uma satisfação, e eu fico muito feliz com o Dolino, esse gesto tão bacana dele, mas porque na realidade também a gente acaba fazendo um trabalho, muito coerente, isso tem uma vida, não é de uma hora pra outra, então depois que eu defini minha linha geométrica, eu persisti nela ate hoje, então eu sou muito firme e fiel nas minhas idéias e fui acreditando sempre nelas, então eu acho que o Dolino viu isso também como uma importância na arte brasileira e eu fico muito feliz, principalmente tratando do Dolino que um dos grandes artistas brasileiros, renomado não só no Brasil com no mundo inteiro e eu fico muito feliz com isso, fico extremamente satisfeito e empolgada com essa historia toda.”
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